Quase todos temos nossos gurus da leitura. O meu principal foi meu pai. Com os demais só ratifiquei a minha paixão, fundada por uma pessoa que nos fazia tropeçar em livros em casa.
Papai tinha mania de coleções. Capas-duras. Coleções de obras-primas, de obras de um autor, como Eça de Queirós, Machado de Assis, J. Cronin, os Nobel e os clássicos, fora os livros de Medicina, que utilizava para sua consulta.
Meu pai , por isso, nunca comprava o livro unitário. Inclusive para os filhos, coleção de Monteiro Lobato, Tesouro da Juventude, Clássicos Jackson. E não raro me lembro de vê-lo lendo um desses volumes.Fazia-o discretamente recolhido em seu escritório.
Nas rodas, à mesa de jantar, porém, comentava trechos e recitava poemas que ouvíamos, admirados, desde pequenos. Aprendi a amar Augusto dos Anjos, por sua irreverência e pela impostação de meu pai.
Minha mãe preferia jornais e revistas. Gostava de política nacional e lia a Útima Hora, a Manchete. Papai, o Globo, na época o jornal mais conservador do país. Os jornais sempre formaram monturos em minha casa, muitos recortes no meio dos livros, porque não tínhamos esse meio de armazenamento ( fantástico) de hoje que é o computador.
Até hoje ainda faço monturinhos na minha casa e separo os suplementos culturais para " ler depois". E tenho ainda a mania de papai de jogar os jornais já lidos, ao pé da cadeira ou sofá.
Minha mãe preferia jornais e revistas. Gostava de política nacional e lia a Útima Hora, a Manchete. Papai, o Globo, na época o jornal mais conservador do país. Os jornais sempre formaram monturos em minha casa, muitos recortes no meio dos livros, porque não tínhamos esse meio de armazenamento ( fantástico) de hoje que é o computador.
Até hoje ainda faço monturinhos na minha casa e separo os suplementos culturais para " ler depois". E tenho ainda a mania de papai de jogar os jornais já lidos, ao pé da cadeira ou sofá.
De marcar ou sublinhar passagens dos livros
O computador tornou-se a base da consulta para tudo, mas,com exceção de matéria técnica, dificilmente passa a oportunidade quanto ao aprofundamento que uma obra impressa permite. Não é uma certeza, é uma sensação.
O computador tornou-se a base da consulta para tudo, mas,com exceção de matéria técnica, dificilmente passa a oportunidade quanto ao aprofundamento que uma obra impressa permite. Não é uma certeza, é uma sensação.
A ideia de intimidade, onde nada se se compara ao livro aberto no colo, desde sempre, fez parte da minha rotina.
Tudo isso devo ao meu guru, meu guia intelectual, meu pai.
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