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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Gabo, o gigante




Gabriel Garcia Marques era tão desmesuradamente grande que conseguiu a proeza de se fazer íntimo de cada leitor que o chamava de Gabo, como se fosse um amigo, um parente, um colega de todos e isso não sem motivo.
 Cada leitor se apoderou do "seu" Gabo a seu modo. E mesmo quem não foi seu leitor, ouviu falar desse gigante da Literatura pelas quatro letrinhas do nome. Seu Cem Anos de Solidão é uma dessas obras que se incorporaram à memória coletiva, como tantos outros, porém poucos são os latino-americanos que, como Gabo ou Machado de Assis, também conhecido por "apenas" Machado, ou Borges que se notabilizaram por nomes únicos ou apelidos.
Certas obras fazem a Roda Gigante da literatura circundando a terra, nas cadeirinhas marcadas por um único nome ou sobrenome e lá  vão girando Shakespeare, Cervantes, Flaubert,  Poe, Kafka, Eça, Dostoiévski, Tostói, Joyce, e  outros, mas não tantos; esses que, se não estão inteiros na memória, porque sua obra não se esgota no tempo, estão por propagação, pela força de seu personagem, de uma trama, de uma originalidade como a saga da família Buendia em Cem Anos... ou o amor de Florentino ou Firmina de Amor em Tempos de Cólera, ou Capitu de Dom Casmurro, e pela urdidura da narrativa, tecelões do texto, cada um com sua trama e suas tintas. Gabo era (e é ) assim, fazendo você ser capaz de ler colorido, e de despertar nossos sentidos em sua literatura viva, pulsante,como poucas.
 Gabo morreu, está bem, não, não estou inconformada, pelo contrário, sua obra ganhou o mundo nessa roda da imortalidade, não essas das academias, outorgadas, mas a verdadeira, querem ver? Daqui a pouco estaremos comemorando os 100 anos de Gabo. Morreu, quem disse?

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